v. 3 n. 1 (2026): Rebuilding the Ruins: Contemporary Performing Arts in Latin America and the Caribbean
Creative Works

Rojo é a Cor da Memória

Sebastián Oreamuno
York University

Publicado 2026-03-26

Palavras-chave

  • vermelho,
  • memória,
  • identidade híbrida

Como Citar

Oreamuno, S. (2026). Rojo é a Cor da Memória . IYARIC, 3(1), 67–77. https://doi.org/10.25071/2816-8275.37

Resumo

Rojo é a Cor da Memória” é um projeto multimídia sobre a minha experiência de imigração e minha identidade como imigrante de geração 1.5 do Chile para o Canadá por meio das cores red e rojo (vermelho em inglês e espanhol). Neste projeto, concentro-me em uma memória: o encontro com a cor red quando eu tinha oito anos e havia acabado de me mudar para o Canadá, e a desorientação dessa experiência. Para mim, red não se parecia com rojo: red tinha um tom mais rosado e rojo, mais alaranjado. Rojo foi a cor com a qual cresci no Chile. Tinha sido a minha cor favorita. Mas red não era rojo, e essa foi uma percepção confusa e reveladora. Com essas cores, esse projeto explora os deslocamentos corporais que ocorrem no contexto da i/migração, e o que se perde com a tradução, que não é necessariamente sempre uma perda linguística. O projeto red e rojo é composto de 77 desenhos abstratos e fragmentos escritos que retornam àquela memória com o intuito de recuperar e redescobrir. Este trabalho tem me ancorado e me permitido compreender minha identidade híbrida, de entrelugar, que emerge entre dois horizontes culturais.

Referências

  1. Anzaldúa, Gloria. 1987. Borderlands/La Frontera: The New Mestiza. San Francisco: Aunt Lute Books
  2. Ahmed, Sara. 2000. Strange Encounters: Embodied Others in Post-Coloniality. London: Routledge
  3. Seremetakis, C. Nadia, 1994. The Senses Still: Perception and Memory as Material Culture in Modernity Chicago: The University of Chicago Press